Para efectuar a subscrição é necessário iniciar a sessão.
Utilizamos conexões seguras e nunca partilhamos os seus dados com terceiros.
Acesso imediato a todo o conteúdo Premium. Cancele quando quiser.
{{ calculatePrice('premiumEco') }}
por ano
por mês
Nunca soubemos tanto sobre sustentabilidade e, no entanto, ainda não fazemos o suficiente.
É uma pergunta simples, mas a resposta obriga-nos a ir além da mera consciência ambiental.
Há três décadas, reciclar embalagens era um gesto novo para a maioria dos portugueses. Hoje, separar uma garrafa de vidro, uma caixa de cartão ou uma embalagem de plástico faz parte do quotidiano de milhões. Mudámos muito. Conhecemos os ecopontos, sabemos como e quando os devemos usar e estamos mais conscientes da pressão que exercemos sobre os recursos naturais.
Nunca soubemos tanto sobre sustentabilidade e, no entanto, ainda não fazemos o suficiente.
Em 2025, Portugal falhou a meta de recolha de 65% das embalagens colocadas no mercado. Se mantivermos o ritmo de crescimento atual, continuaremos abaixo dos objetivos definidos pela União Europeia e aumentará a pressão para cumprir metas ainda mais exigentes, já em 2030. O caminho percorrido é inegável, mas não o suficiente para evitar que materiais com valor económico e ambiental continuem a perder-se em aterros que estão, por sua vez, no limite da capacidade.
É este paradoxo que, a propósito do Dia Nacional da Sustentabilidade, nos obriga a questionar: se sabemos que é urgente, porque é que ainda não reciclamos mais?
Parte da resposta está na forma como entendemos a sensibilização. Durante anos, consciencializar significou sobretudo informar: ensinar a separar, indicar a cor do ecoponto, esclarecer dúvidas. Hoje, precisamos de ir mais longe e passar do “como” para o “porquê”.
Quando compreendemos o impacto e o valor associados a cada embalagem, a reciclagem torna-se uma escolha consciente que, quando repetida, se materializa num hábito capaz de atravessar gerações.
É por isso que a literacia deve começar cedo. Dar às novas gerações conhecimento sobre reciclagem de embalagens é dar-lhes ferramentas para compreenderem o seu papel na economia circular. É esse o princípio de iniciativas como a Academia Ponto Verde: contribuir para que o conhecimento adquirido na escola as possa acompanhar ao longo da vida.
Mas conhecimento e intenção não bastam.
Podemos pedir mais participação, mas temos de criar as condições para que a ação aconteça. Isso significa encontrar soluções de recolha adequadas aos diferentes contextos, assegurar proximidade e conveniência, e tornar simples o ato de separar embalagens, onde quer que nos encontremos.
Porque uma sociedade que quer reciclar mais tem, necessariamente, de facilitar o processo.
E é aqui que o nível de serviço assume uma importância decisiva. O desafio não é apenas convencer mais pessoas a participar, mas construir um sistema mais moderno e conveniente que torne a separação cada vez mais simples e natural.
A tecnologia ajuda-nos nisso. Mas não só. Os dados permitem compreender melhor comportamentos e necessidades, os canais digitais aproximam informação fidedigna dos cidadãos e a inteligência artificial permite dar respostas em tempo real. É neste contexto que surgem ferramentas como o ELO, o assistente digital para a reciclagem de embalagens, pensado para esclarecer dúvidas sobre a separação destes resíduos de forma simples e imediata.
Portugal construiu, ao longo das últimas décadas, um sistema que envolve empresas, entidades públicas e cidadãos, mas o próximo passo continua a ter de ser dado em conjunto para que este se torne mais eficaz.
É esta evolução que deve inspirar a próxima etapa da reciclagem de embalagens em Portugal: cidadãos que compreendem o valor do seu gesto e um sistema mais moderno tecnologicamente que lhes dá condições para agir. Porque saber o que é preciso fazer é apenas parte do caminho. A mudança acontece quando criamos as condições para transformar uma intenção numa ação, tornando as escolhas mais responsáveis nas mais simples e naturais.
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Ainda ninguém comentou este artigo.
Promova a discussão dando a sua opinião
Apesar da subida acentuada dos preços da habitação identificada pelo FMI no seu relatório, o presidente da Caixa coloca a tecnologia bem à frente do imobiliário na lista de ameaças ao setor bancário.
Rankia reconhece a formação online e especializada da GBSB
Ministra apela à poupança no consumo de combustíveis
Carros importados. Associação alerta para atrasos no registo
Ordenamento do território tem de sofrer “uma revolução”
Tribunal mantém valor tributável da barragem do Baixo Sabor
Receba gratuitamente notícias sobre o mundo da Capital Verde.