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O stock de depósitos de particulares nos bancos residentes em Portugal totalizava 204,2 mil milhões de euros no final de agosto, uma descida de 2.598 milhões de euros face a julho, que se traduz numa contração mensal de 1,3%, segundo dados divulgados esta sexta-feira pelo Banco de Portugal.
A queda mensal concentrou-se sobretudo no dinheiro guardado em contas à ordem. Segundo o comunicado do Banco de Portugal, “esta descida refletiu essencialmente uma diminuição de 2252 milhões de euros nas responsabilidades à vista (maioritariamente depósitos à ordem)”.
Os depósitos a prazo, que reúnem as poupanças com prazo acordado e com pré-aviso, contribuíram em menor escala para a redução total, com uma queda de 347 milhões de euros no mesmo período.
A desaceleração da taxa homóloga não é atribuída pelo banco central a uma mudança de fundo no comportamento das famílias, mas a um fator temporal. De acordo com o Banco de Portugal, “esta desaceleração reflete um efeito de sazonalidade, que foi mais pronunciado em 2026”, numa referência ao padrão habitual de movimentação de fundos nesta altura do ano, que este ano se fez sentir com maior intensidade.
Do lado das empresas, o cenário foi distinto, com o stock de depósitos das sociedades não financeiras nos bancos residentes a subir para 81,4 mil milhões de euros no final de agosto, um acréscimo de 2.863 milhões de euros face ao mês anterior.
A taxa de variação anual deste segmento manteve-se estável nos 11,5%, o mesmo valor apurado em julho, confirmando um ritmo de acumulação de liquidez nas contas empresariais que continua bastante acima do registado junto das famílias.
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Por cada 100 euros, as famílias portuguesas pouparam 12,1 euros até junho. A taxa mantém-se assim em níveis elevados, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatística.
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