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Nova unidade de 20 milhões quer criar polo industrial de defesa em Braga e vai criar 200 empregos

Publicat: 2026-09-25 06:18:54 | Sursă: eco.sapo.pt
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Com o foco no mercado europeu da defesa e segurança, Braga prepara-se para receber uma nova empresa que quer criar na cidade um polo industrial de defesa e de duplo uso no Norte de Portugal. A Baseyard prevê iniciar a operação no último trimestre de 2026, num investimento de 20 milhões de euros que deverá criar cerca de 200 postos de trabalho até 2029.

Atualmente em fase de implementação, a Baseyard é uma empresa que nasce em Portugal criada pelo letão Olegs Jakovlevs e tem “o objetivo de iniciar as operações industriais durante o último trimestre de 2026″. “O nosso plano atual prevê uma área industrial inicial de aproximadamente 10.000 metros quadrados, com possibilidade de expansão das instalações para mais de 16.000 metros quadrados à medida que a produção aumentar”, explica ao ECO/eRadar o CEO da empresa.

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“A ambição é desenvolver o nosso próprio campus industrial na região de Braga, potencialmente com mais 20.000 a 30.000 metros quadrados”, aponta.

“Esperamos ter até cerca de 30 pessoas no final de 2026, aumentando progressivamente à medida que a atividade industrial se expandir, com o plano atual a apontar para cerca de 200 trabalhadores em 2029″, detalha.

A empresa “prevê que o investimento total ultrapasse os 20 milhões de euros, combinando investimento privado com subvenções, incentivos e outros instrumentos de financiamento não dilutivo, à medida que a empresa expande as suas operações, capacidade produtiva e competências tecnológicas”.

A nossa ambição não passa simplesmente por estabelecer uma unidade de produção em Braga, mas por contribuir para o desenvolvimento de um ecossistema industrial de defesa e de duplo uso no Norte de Portugal, ligando empresas tecnológicas, indústria portuguesa, organizações de investigação, investidores e parceiros internacionais.

“O nosso principal foco é o mercado europeu da defesa e segurança, mantendo simultaneamente uma forte dimensão de duplo uso”, explica o líder da empresa que justifica a escolha de Braga para localizar a nova unidade com a “forte de capacidade industrial, talento na área da engenharia, conhecimento tecnológico e acesso a um ecossistema industrial e de produção já consolidado”.

“A região mais alargada do Minho tem uma forte tradição industrial, nomeadamente nas áreas da eletrónica, fabrico avançado, plásticos, compósitos, engenharia e outras competências altamente relevantes para as tecnologias de defesa e de duplo uso“, destaca.

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Num momento em que o setor da defesa ganha grande relevância a nível europeu, Olegs Jakovlevs defende que a região “permite também o acesso a universidades, organizações de investigação e uma base de talento altamente qualificado, ao mesmo tempo que oferece as condições necessárias para estabelecer e expandir progressivamente operações industriais“.

“A nossa ambição não passa simplesmente por estabelecer uma unidade de produção em Braga, mas por contribuir para o desenvolvimento de um ecossistema industrial de defesa e de duplo uso no Norte de Portugal, ligando empresas tecnológicas, indústria portuguesa, organizações de investigação, investidores e parceiros internacionais”, revela.

O líder da empresa realça que “a Baseyard é muito mais do que uma unidade de produção. É uma plataforma integrada de aceleração industrial e empresarial, concebida para ajudar empresas de defesa e de duplo uso a passar do desenvolvimento tecnológico para a industrialização, produção e entrada nos mercados internacionais.”

“Em Braga, pretendemos combinar engenharia, industrialização, prototipagem, montagem, integração, testes e produção em série, a par de atividades de I&D e de serviços de desenvolvimento de negócio e acesso a mercados”, remata.

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Em paralelo, a Baseyard “pretende desenvolver progressivamente a sua própria propriedade intelectual, produtos, componentes e subsistemas, sobretudo nas áreas em que identificarmos necessidades tecnológicas ou operacionais comuns em todo o ecossistema”.

As áreas iniciais incluem, assim, sistemas autónomos e não tripulados, robótica, comunicações, eletrónica, inteligência artificial, sistemas de deteção, fabrico avançado e tecnologias aplicáveis à defesa, segurança, resposta a emergências e infraestruturas críticas.

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Desenvolvida a partir de Portugal, a Baseyard apresenta “uma perspetiva fundamentalmente europeia e internacional”. “O nosso objetivo é ajudar as tecnologias industrializadas em Braga a chegar a clientes, parceiros e programas em toda a Europa e noutros mercados aliados relevantes”.

A oportunidade é clara: “A Europa está a atravessar uma transformação estrutural da sua base industrial de defesa. Os orçamentos de defesa estão a aumentar, os processos de aquisição estão a acelerar e existe uma prioridade clara em reforçar a capacidade produtiva europeia, a resiliência das cadeias de abastecimento e a soberania tecnológica.”

Queremos construir em Braga uma plataforma industrial de longo prazo, capaz de contribuir para o posicionamento de Portugal no emergente ecossistema industrial europeu de defesa e de duplo uso.

Para Olegs Jakovlevs, “iniciativas como o SAFE, o Fundo Europeu de Defesa (FED) e o Programa Europeu da Indústria de Defesa (EDIP) criam oportunidades significativas ao longo de todo o ciclo de inovação e industrialização da defesa, desde a I&D conjunta e o desenvolvimento tecnológico à formação de consórcios, industrialização, produção e contratação pública”.

“Para a Baseyard, vemos esta oportunidade a dois níveis complementares. Em primeiro lugar, para as empresas que integram o ecossistema da Baseyard (os nossos clientes), ajudando-as a identificar oportunidades de contratação pública e financiamento, a constituir consórcios internacionais, a estabelecer parcerias de I&D e industriais e a posicionar as suas tecnologias e produtos no âmbito de programas europeus e nacionais.”

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Em segundo lugar, refere, “estes programas e o aumento mais abrangente do investimento europeu na defesa criam oportunidades diretas para a própria Baseyard, para os nossos serviços de industrialização, engenharia, integração, testes e produção, bem como para os produtos e tecnologias que pretendemos desenvolver progressivamente no âmbito da plataforma”.

O CEO da Baseyard argumenta que para Portugal, “esta representa uma oportunidade importante para aprofundar a ligação das suas fortes capacidades de engenharia e industriais aos programas europeus de defesa, às cadeias de abastecimento e aos mercados de contratação pública”, com a empresa a posicionar-se como “uma das pontes que tornam essa ligação possível”.

“Estamos a construir a infraestrutura industrial e a cadeia de abastecimento em Braga, ao mesmo tempo que criamos um ecossistema internacional de empresas tecnológicas, parceiros industriais, investidores e clientes”, sustenta. “Queremos construir em Braga uma plataforma industrial de longo prazo, capaz de contribuir para o posicionamento de Portugal no emergente ecossistema industrial europeu de defesa e de duplo uso.”

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