Irão apresenta nova proposta aos Estados Unidos para pôr fim à guerraCréditos:Sayed Hassan
A proposta iraniana foi transmitida aos EUA através de mediadores do Catar, como parte de conversas indiretas entre as duas partes envolvidas na guerra. Segundo Araghchi, o plano não vai além do acordo preliminar de paz assinado em junho, que, à semelhança de outros, veio a colapsar, e falta uma resposta de Washington.
Recorde-se que o memorando de entendimento de junho previa, entre outras medidas, a cessação imediata e permanente das operações militares em todas as frentes (incluindo o Líbano), um plano americano com parcerias regionais para um investimento de 300 mil milhões de dólares na reconstrução e desenvolvimento do Irão, bem como a negociação da retirada de sanções americanas ao Irão, com o Irão a reiterar que não irá desenvolver armas nucleares. O acordo final deveria ser concluído após 60 dias, mas, findo esse tempo, as duas partes estavam ainda mais longe de se entenderem.
Segundo o “Financial Times”, as negociações indiretas iniciaram-se pouco depois do discurso do Presidente americano, Donald Trump, na Assembleia Geral das Nações Unidas, na terça-feira. Na sua intervenção, Trump afirmou que teria de “escolher” entre chegar a um “acordo” com Teerão e “[aniquilar] a República Islâmica, e rapidamente, sem nunca lhe dar a possibilidade de voltar a matar e destruir pessoas e países”. Por sua vez, o Presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, frisou que a resistência do povo iraniano “só vai aumentar perante sanções, aumento da pressão e do bullying”. “Estamos preparados para diálogo, diplomacia e negociações, sem aceitar a linguagem da força”, afirmou.
Ao “The New York Times”, o analista do International Crisis Group Ali Vaez defende que, do lado iraniano, “sabem que é muito tentador para o Presidente Trump porque põe fim a uma guerra pouco popular e baixa os preços da energia na corrida às intercalares”. O calendário político americano surgiu nas declarações de Araghchi, que disse acreditar ser melhor chegar a um acordo antes das intercalares (que decorrem no início de novembro), mas remeteu o momento de decisão para o opositor: “não estamos preocupados com a data”.
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